A Não Monogamia Consensual na Prática Clínica Comportamental
DOI:
https://doi.org/10.31505/rbtcc.v28i1.2223Palavras-chave:
não monogamia consensual, poliamor, análise do comportamento, psicoterapia afirmativa, mononormatividadeResumo
Este estudo teve como objetivo identificar orientações clínicas para terapeutas que atendem clientes em relacionamentos não monogâmicos consensuais (CNM) sob a perspectiva da Análise do Comportamento. Foi realizada uma revisão sistemática nas bases Web of Science, Medline, SciELO, LILACS e portal da capes, resultando na seleção de dezesseis estudos com recomendações relevantes à prática clínica. Os achados indicam a persistência de vieses mononormativos na atuação terapêutica e destacam a importância do autoconhecimento do terapeuta, da formação continuada e da adoção de posturas afirmativas. As intervenções mais eficazes envolvem a diferenciação entre infidelidade e CNM, a adaptação de modelos clínicos tradicionais, como a Terapia Focada nas Emoções, e o uso de estratégias de comunicação, regulação emocional e validação relacional. Conclui-se que a clínica deve constituir-se como um espaço ético, inclusivo e de contracontrole cultural, comprometido com a despatologização da diversidade afetiva e relacional.
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