Atitudes Corretivas e Crenças de psicoterapeutas sobre a diversidade sexual e de gênero

Autores/as

  • Mozer Ramos UFS
  • Damião Soares de Almeida-Segundo PUC-RS
  • Angelo Brandelli Costa PUC-RS
  • Elder Cerqueira-Santos Universidade Federal de Sergipe

DOI:

https://doi.org/10.31505/rbtcc.v28i1.2201

Palabras clave:

Minorias Sexuais e de Gênero, psicoterapia, atitudes corretivas, homofobia

Resumen

Los psicólogos brasileños tienen prohibido actuar de manera que modifique la orientación sexual o la identidad de género de sus clientes. Sin embargo, estas prácticas aún persisten, ya sea a través de terapias reparativas o actitudes correctivas diluidas en la práctica clínica. Este estudio buscó evaluar las actitudes y creencias correctivas de los psicólogos clínicos respecto a la orientación sexual y la identidad de género mediante un cuestionario en línea. Los datos indicaron que el 22,1 % y el 31,4 % estarían dispuestos a modificar la orientación sexual y la identidad de género, respectivamente, de sus pacientes si se lo solicitaran. Las actitudes correctivas no se relacionaron con el enfoque clínico de los participantes. Las creencias de los profesionales aparecieron como predictores en las regresiones logísticas de las actitudes correctivas y evidenciaron la presencia de prejuicios contra las personas bisexuales y creencias etiológicas patologizantes. Por lo tanto, se sugiere que la acción afirmativa es fundamental para la seguridad de las personas LGBTQ+ en la atención psicoterapéutica.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Citas

American Psychiatric Association. (2000). Position statement on therapies focused on attempts to change sexual orientation (reparative or conversion therapies). American Journal of Psychiatry, 157(10), 1719–1721.

American Psychological Association. (2009). Resolution on appropriate affirmative responses to sexual orientation distress and change efforts. Washington, DC: APA.

Assunção, M. M. S., & da Silva, L. R. (2018). Formação em psicologia e diversidade sexual: Atravessamentos e reflexões sobre identidade de gênero e orientação sexual. Pretextos-Revista da Graduação em Psicologia da PUC Minas, 3(5), 392-410.

Baccarim, R. C. G., Bonato, F. R. C., Mussi, A., & Ferrarini, N. L. (2023). De que maneira os cursos de Psicologia abordam a temática de gêneros e sexualidade? Uma análise de questionários aplicados a estudantes de graduação em Psicologia da região de Curitiba/PR. Revista PsicoFAE: Pluralidades em Saúde Mental, 12(2), 75-84.

Bao, A. M., & Swaab, D. F. (2011). Sexual differentiation of the human brain: relation to gender identity, sexual orientation and neuropsychiatric disorders. Frontiers in neuroendocrinology, 32(2), 214-226.

Berto, M. C. J. (2020). Acerca da sexualidade e da formação superior em psicologia. In O. M. Rodrigues Jr., C. Zeglio, V. L. Vaccari, G. E. Levatti (Orgs.), Estudos em Sexualidade – volume 2. Instituto Paulista de Sexualidade.

Bonato, F. R. C., Mussi, A., Valentini, T., Nunes, T. N., Assunção, T. F. A., & Tagliamento, G. (2021). Estarão as (os/es) Profissionais da Psicologia Preparadas (os/es) para o Atendimento de Pessoas Trans?. Revista Brasileira da Educação Profissional e Tecnológica, 2(21), e13170-e13170.

Borges, K. (2009). Terapia afirmativa: uma introdução à psicologia e à psicoterapia dirigida a gays, lésbicas e bissexuais. Edições GLS.

Brito, C. F., Toneli, M. J. F., & de Oliveira, J. M. (2025). Discursos Sobre “(Des) Transição de Gênero”: Conservadorismo e Teorias Sobre Gênero. Psicologia & Sociedade, 37, e280985.

Capra, A. C., Ferracini, I. M. V., & Irigaray, T. Q. (2021). Reparative therapy and beliefs in the practice of clinical psychology: A systematic review. Psicologia: Teoria e Prática, 23(3), 1–22. https://doi.org/10.5935/1980-6906/ePTPCP12860

Cassal, L. C. B., Bello, H. L., & Bicalho, P. P. G. D. (2020). Enfrentamento à LGBTIfobia, afirmação ético-política e regulamentação profissional: 20 anos da Resolução CFP nº 01/1999. Psicologia: Ciência e Profissão, 39, e228516.

Cernuzio, S. (2025, January 11). As novas diretrizes da CEI sobre a formação de sacerdotes na Itália. Vatican News. https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2025-01/cei-novo-documento-formacao-sacerdotes-igreja-italia.html

Chassot, M. C. (2025). Manifestações de desinformação acerca da bifobia no Instagram. 99 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Congregação para a Educação Católica. (2005). Instrução sobre os Critérios de Discernimento Vocacional acerca das Pessoas com Tendências Homossexuais e da sua Admissão ao Seminário e às Ordens Sacras. http:// www.vatican.va/roman_curia/congregations/ccatheduc/documents/rc_con_ccathe-duc_doc_20051104_istruzione_po.html

Conselho Federal de Psicologia (2025). Nota Técnica sobre a Atuação de Profissionais de Psicologia no Atendimento às Pessoas Trans, Travestis e Não Binárias. Brasília: CFP.

Conselho Federal de Psicologia. (1999). Resolução CFP nº 001/99. Brasília: CFP.

Conselho Federal de Psicologia. (2018). Resolução CFP nº 001/2018. Brasília: CFP.

Conselho Federal de Psicologia. (2019). Tentativas de Aniquilamento de Subjetividades LGBTIs. Brasília: CFP.

Conselho Federal de Psicologia. (2022). Resolução CFP nº 10, de 16 de dezembro de 2022. Estabelece diretrizes e normas de atuação para psicólogas e psicólogos em relação à bissexualidade e demais orientações não monossesuais. Brasília: CFP.

Conselho Federal de Psicologia. (2024). Nota Técnica CFP nº 02/2024. Orientações sobre o atendimento à população trans, travestis e não binárias. Brasília: CFP.

Drehmer, L. B. R. (2023). Problemáticas à interlocução entre Psicanálise e Gênero: das ideologias à metapsicologia. In M. M. Ramos. Manual de Terapia Afirmativa: Um guia para a psicoterapia com pessoas LGBTQ+. Afirmativa.

Favero, S. R., & Maracci, J. G. (2019). Transfake e a busca pela verdade na representação de travestis e pessoas trans. Revista Brasileira de Estudos da Homocultura, 1(04), 18-39.

Ferster, O., & Zivony, A. (2024). Bisexual stereotypes in clinical evaluation. Psychology of Sexual Orientation and Gender Diversity, 11(4), 619–630. https://doi.org/10.1037/sgd0000630

Fish, J. N., & Russell, S. T. (2020). Sexual orientation and gender identity change efforts are unethical and harmful. American Journal of Public Health, 110(8), 1113–1114. https://doi.org/10.2105/AJPH.2020.305765

Fróes, A., Bulgarelli, L., & Fontgaland, A. (2022). Entre curas e terapias: práticas de conversão sexual e de gênero no Brasil. All Out e Instituto Matizes.

Frost, D. M., & Meyer, I. H. (2023). Minority stress theory: Application, critique, and continued relevance. Current opinion in psychology, 51, 101579.

Garelick, A. S., Filip-Crawford, G., Varley, A. H., Nagoshi, C. T., Nagoshi, J. L., & Evans, R. (2017). Beyond the binary: Exploring the role of ambiguity in biphobia and transphobia. Journal of Bisexuality, 17(2), 172-189.

Gaspodini, I. B., & Falcke, D. (2018). Relações entre preconceito e crenças sobre diversidade sexual e de gênero em psicólogos/as brasileiros/as. Psicologia: Ciência e Profissão, 38(4), 744-757.

Haldeman, D. C. (2022). The case against conversion “therapy”: Evidence, ethics, and alternatives (pp. xv-271). American Psychological Association.

Lima, T. J. S. D., Souza, L. E. C. D., & Modesto, J. G. (2023). Atitudes. In Psicologia social: temas e teorias (No. 3, pp. 171-202). Blucher Open Access.

Lingiardi, V., & Capozzi, P. (2004). Psychoanalytic attitudes towards homosexuality: An empirical research. The International Journal of Psychoanalysis, 85(1), 137-157.

Lingiardi, V., Nardelli, N., & Tripodi, E. (2015). Reparative attitudes of italian psychologists toward lesbian and gay clients: Theoretical, clinical, and social implications. Professional Psychology: Research and Practice, 46(2), 132-139. https://doi.org/10.1037/pro0000016

Lopes, J. K. (2023). Sexualidade, gênero e diferença: uma lacuna na formação em Psicologia. 45 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Psicologia) –Universidade Federal de Uberlândia.

Maia, A. C. B., & Pastana, M. (2018). Sexualidade e diversidade sexual na formação em psicologia. Revista Brasileira de sexualidade humana, 29(1), 83-90.

Mizael, T. M., Gomes, A. R., & Marola, P. P. (2019). Conhecimentos de estudantes de Psicologia sobre normas de atuação com indivíduos LGBTs. Psicologia: Ciência e Profissão, 39, e182761.

Moita, G. (2006). A patologização da diversidade sexual: Homofobia no discurso de clínicos. Revista Crítica de Ciências Sociais, (76), 53-72.

Mussi, S. V., & Malerbi, F. E. K. (2020). Revisão de estudos que empregaram intervenções afirmativas para LGBTQI+ sob uma perspectiva analítico-comportamental. Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva, 22.

Ngun, T. C., & Vilain, E. (2014). The biological basis of human sexual orientation: Is there a role for epigenetics?. Advances in Genetics, 86, 167-184.

Organização Mundial da Saúde. (2019). Classificação Internacional de Doenças, 11ª Revisão (CID-11). Organização Mundial da Saúde.

Pachankis, J. E., Clark, K. A., Burton, C. L., Hughto, J. M. W., Bränström, R., & Keene, D. E. (2020). Sex, status, competition, and exclusion: Intraminority stress from within the gay community and gay and bisexual men’s mental health. Journal of Personality and Social Psychology, 119(3), 713–740.

Pachankis, J. E., & Safren, S. A. (Eds.). (2019). Handbook of evidence-based mental health practice with sexual and gender minorities. Oxford University Press.

Pachankis, J. E., Soulliard, Z. A., Morris, F., & van Dyk, I. S. (2023). A model for adapting evidence-based interventions to be LGBQ-affirmative: Putting minority stress principles and case conceptualization into clinical research and practice. Cognitive and Behavioral Practice, 30(1), 1-17.

Pitt, M., Taylor, P., & Dunlop, B. J. (2024). Bisexual women's experiences of receiving help for mental health difficulties through psychological therapy: A qualitative exploration. Psychology of Sexual Orientation and Gender Diversity, 11(4), 641–652. https://doi.org/10.1037/sgd0000638

Ramos, M. de M. (2025). Atitudes Corretivas (ou Terapias Conversivas) da Orientação Sexual na Clínica Psicológica: uma análise de caso. In M. de M. Ramos & E. Cerqueira-Santos. Psicologia & Sexualidade: diversidade sexual. 2 ed. Afirmativa.

Ramos, M. de M., & Cerqueira-Santos, E. (2021). Escala de Atitudes frente à Homossexualidade (ATHO): construção e produção de evidências de validade. Revista de Psicologia, 12(1), 127-140.

Ramos, M. M. (2023). Manual de Terapia Afirmativa: Um guia para a psicoterapia com pessoas LGBTQ+. Afirmativa.

Rocha, G. L., & Pucci, S. H. M. (2023). Terapia cognitivo-comportamental e a população LGBT: Uma revisão integrativa. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 9(7), 1384-1403.

Santos, J. J., van Anders, S. M., & Cerqueira-Santos, E. (2025). Dimensions of psychological essentialism and attitudes toward sexual diversity. Psychology of Sexual Orientation and Gender Diversity. Advance online publication. https://doi.org/10.1037/sgd0000877

Sarmento, V. A. de M. (2025). Psicoterapia fenomenológico-existencial com clientes homossexuais: a heteronormatividade e o poder-ser. Trabalho de Conclusão de Curso (Esp. em Psicologia Clínica) – Universidade Federal de Minas Gerais.

Sarmento, V., & Evangelista, P. (2025). A Homofobia Na Literatura Psicológica Fenomenológico-Existencial: Uma Revisão Integrativa. Revista Psicologia Política, 25.

Souza, J. M. D. (2025). A atuação de profissionais da psicologia clínica frente a cis-heteronorma. 163 f. Dissertação (Mestrado em Estudos Latino-Americanos) –Universidade Federal da Integração Latino-Americana.

Tort, M. (2017). Las subjetividades patriarcales: un psicoanálisis inserto en las transformaciones históricas (Vol. 36). Editorial Topia.

Tran, N. K., Lett, E., Cassese, B., Streed, C. G., Jr., Kinitz, D. J., Ingram, S., Sprague, K., Dastur, Z., Lubensky, M. E., Flentje, A., Obedin-Maliver, J., & Lunn, M. R. (2024). Conversion practice recall and mental health symptoms in sexual and gender minority adults in the USA: a cross-sectional study. The Lancet Psychiatry, 11(11), 879–889. https://doi.org/10.1016/S2215-0366(24)00251-7

United Nations. (2020). Report on practices of conversion therapy and human rights violations. Geneva: UN.

Valle, E. (2006). A igreja católica ante a homossexualidade: ênfases e deslocamentos de posições. Revista de Estudos da Religião, 1, 153-185.

Vasconcelos, I. G. (2023). Um percurso por propostas para mudança de orientação homossexual: intervenções e impasses. Clínica & Cultura, 9(1).

Vezzosi, J. I. P., Ramos, M. M., Almeida Segundo, D. S., & Costa, A. B. (2019). Crenças e atitudes corretivas de profissionais de psicologia sobre a homossexualidade. Psicologia: Ciência e Profissão, 39(n.esp3), 174-193.

Vitor, M., & Moreira, D. (2020). Representação Trans nas Novelas da TV Globo de 2015 a 2020. In Congresso Brasileiro De Ciências Da Comunicação (Vol. 43, pp. 1-15).

Publicado

2026-07-01

Cómo citar

Ramos, M., Soares de Almeida-Segundo, D., Brandelli Costa, A., & Cerqueira-Santos, E. (2026). Atitudes Corretivas e Crenças de psicoterapeutas sobre a diversidade sexual e de gênero. Revista Brasileña De Terapia Comportamental Y Cognitiva, 28(1), e262187. https://doi.org/10.31505/rbtcc.v28i1.2201

Número

Sección

Seção Especial: CIÊNCIAS COMPORTAMENTAIS E POPULAÇÃO LGBTQIAPN+.